"Arte" morderna

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Foi aí que o Brasil começou a decair.
No ano passado, eu comecei a estudar o período moderno da literatura brasileira. Eu, particularmente, não sou fã da literatura brasileira – embora ame grande parte dos escritores gaúchos, talvez por incentivo; reconheço, obviamente, que temos escritores bons. Mas a literatura moderna brasileira é um amontoado de palavras sem sentido, poesias sem rimas, histórias sem pé nem cabeça.


Na escola, eu nunca toquei no livro de literatura, pois o professor fazia um poligrafo e pagávamos por ele – também nunca fui uma aluna exemplar, o que ele fazia era ler o texto, xingar a turma, dar 7 questões e marcar prova. Se eu passei em literatura foi graças a um livro que eu achei em 2015, que iria ser incinerado e eles deram para os alunos: Introdução Didática à Literatura Brasileira de 1980.

Barroco, Neoclassicismo e Arcadismo, Romantismo (o meu período favorito) até Modernismo. Exemplos de “poetas” modernistas são: Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Mário Quintana (ora, ora) e Vinícius de Moraes. O movimento modernistas, cujo marco cronológico inicial é o ano de 1922 – quando se realiza a Semana de Arte Moderna, em São Paulo.

O que foi a Semana de Arte Moderna? Foi um fiasco, uma baixaria. Mas antes dela, vários escritores “rebeldes” já expunham suas “obras” pois eles, em algum momento, decidiram que a literatura brasileira precisava de alguma inovação. Porém, o fiasco que aconteceu na Semana era o que os autores queriam.

A Semana de Arte Moderna foi inspirada pelo pintor Di Cavalcanti e as reuniões ocorreram no Teatro Municipal de São Paulo nos dias 13,15 e 17 de fevereiro de 1922. Conferencias, execuções musicais, declamação de poemas e exposição de trabalhos de vários artistas foram algumas das atividades. Os temas das palestras eram tanto à literatura como às artes, Filosofia Moderna no Brasil por Renato Almeida também foi apresentado. - adaptado de Introdução Didática à Literatura Brasileira.

O que caracteriza o modernismo é: verso livre, linguagem coloquial, ausência de pontuação, livre associação de ideias, valorização de fatos e coisas do cotidiano, aproveitamento de textos do passado, aproximação entre a linguagem de prosa e da poesia.

Segundo a análise feita por Mario de Andrade, feita em 1942, 

O que caracteriza esta realidade que o mov. Modernista impôs, é, ao meu ver, a fusão de três direitos fundamentais: o direito permanente à pesquisa estética; a atualização da inteligência artística brasileira; e a estabilização de uma consciência criadora nacional 

E sobre os momentos iniciais, ele diz 

E o que nos igualava, por cima dos nossos despautérios individualistas, era justamente a organicidade de um espírito atualizado, que pesquisava já irrestritamente radicado à sua entidade coletiva nacional. Não apenas acomodado à terra, mas gostosamente radicado em sua realidade. O que não se deu sem alguma patriotice e muita falsificação...


Eu vejo o movimento modernista como uma grande bagunça; é como jogar várias palavras e dizer “isso é um livro!”, publicar e dizer que é arte moderna. E tem gente que compra. Algo que eu gosto de ver é que se perde a identidade cultural de certo lugar, pois é modernidade e a modernidade, tu querendo ou não, é igual em qualquer lugar e não faz sentido. O Palácio Nereu Ramos parece que tem dois pratos em cima, por exemplo. 

Peguei daqui: @ID_Cultural

Deixo aqui um vídeo que fala mais sobre pinturas e etc., da Prager University e explica o motivo da arte moderna ser uma piada. 

You Might Also Like

0 comentários